domingo, 30 de dezembro de 2012

Feliz 2013, um ano novo, um novo mundo!

2012, o mundo não acabou,
apesar das interpretações alheias,
no dia 22 de dezembro,
os filhos do povo maia saíram as ruas
do México, para gritar que aquele mundo
acabará e que de agora em diante estariam
em luta por um novo mundo.
2013, me somo ao povo Maia para a construção
de um novo mundo.
Quero, um ano mais intenso,
vivido a flor da pele, apaixonado,
com o grito saindo do peito, então, calado,
com mais emoção, com mais choro,
seja de tristeza, seja de felicidade!
Neste novo, ano, neste novo mundo,
quero plantar novas sementes de mudanças,
correr atrás dos meus sonhos
e continuar a batalha por uma sociedade justa,
Desejo-lhe um ano de muito amor,
muito amor, principalmente,
ao próximo: aos moradores de rua,
ao nordestino que sofre com a seca,
com a mulher violentada,
com o gay que é humilhado, assassinado,
com os indígenas, quilombolas e sem-terras,
que veem seus direitos sendo trocados
pelo lucro das empreiteiras e do agronegócio.
Desejo lhe um ano orgânico, com menos veneno,
com mais saúde, com alimento da agricultura familiar.
Desejo-lhe um ano solidário,
que conheça cooperativas e empreendimentos solidários,
que frequente menos shoppings e grandes lojas de consumo.
Desejo-lhe, também, um ano de luta,
de revolta com aquilo que nos fazem engolir sem mastigar.
Um ano de felicidade, não alheia,
mas justa, diante das suas necessidades
e das necessidade de nosso povo!

Feliz 2013.


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Reforma Agrária, um bandeira nunca tardia!!

Motivado pelo bom documentário "O Retorno" (trailler abaixo), do veterano cineasta Rodolfo Nanni,  que retorna  ao Nordeste 50 anos depois de junto com Josué de Castro filmar a realidade da região e percebe que as mesmas marcas de injustiça social e de fome continuam presentes, pelas mesmas razões históricas/político/econômico/sociais.


Pensei em pautar nestas ondas, a continua e não tardia necessidade da Reforma Agrária. Uma política efetiva de incorporação do trabalhador agrícola no campo. Apesar das realidades pintadas nas TVs e no mundo virtual, onde se pauta a modernidade dos grandes centros urbanos, muitos homens e mulheres vivem no mundo rural de nosso país. Por sorte, eles se ocupam de produzir os alimentos que hoje comemos nos tais grandes centros. Já não por tanta sorte assim, muitos destes agricultores produzem e vivem sobre condições de extrema precariedade.

(...) Ainda em construção

Ainda quero falar aqui sobre o latifundio estério dos grandes centros, da reforma agrária radical e intensa, com política estruturante, soberania alimentar, Florestan Fernandes, Milton Santos, MST etc.



ao som da primavera, retorno...

Exatos um ano e cinco dias se passaram, desde a minha última passagem por estas terras, novamente, as vésperas de mais uma primavera, inspirados pelo lindo amarelo que rodeiam os ipês desta terra, pelos gritos de basta em português original e, principalmente, pelo tanto que temos ainda que caminhar, para enfim, escrever a história com as nossas próprias mãos (no sentido mais pleno e coletivo conhecido ou imaginado), que retorno, para as palavras, sonhos e quiça inspiração e esperança por dias ainda melhores!

E por que escrever? Ednardo, uma vez cantou "por que cantar", assim deixo para ele esta parte da poesia...