terça-feira, 4 de novembro de 2008

um vulcão no meio da América Latina

O que somos? Bolivianos? Brasileiros, peruanos, chilenos, venezuelanos, cubanos?
O que somos? Trabalhadores? Índios, negros, mulheres, homens, latino-americanos?

São tantos traços, marcas históricas, polidas por cordilheiras, matas, pirâmides, sóis, caatingas, rios, mares, mas também, espingardas, navios negreiros, estupros, espanhóis, portugueses...

Uma língua linda, cantada em Madri ou silenciosa na boca boliviana. Ou será uma mata, linda exprenderosa, quer dizer cada vez menos? Ou será aqueles rios cheios de peixes, lendas e poucos botos? Ou será a cordilheira, espinha dorsal de um continente e de uma cultura. Não. Acho que o que nos separa é o imperialismo. A vontade assassina de uma minoria.

Enquanto aqui nos preocupa se o gás deles são ou não da Petrobrás (???). Lá há um terremoto de desejos se movimentando e construindo uma sonora e concreta transformação. Por outro lado, também sabemos que toda ação tem uma reação. Por isto, que mesmo com toda contra-revolução da elite boliviana, não se consegue interseder na nova Bolívia.

Alguns dirão, mas aquilo não é uma revolução. Ufffff. Não, ainda há Burguesia, os espaços democráticos ainda são burgueses. Mas quem conhecia aquela Bolívia da maioria indígena calada (?), agora conhece a Bolívia de indígenas que gritam a todos os lados que querem a verdadeira autonomia. A autonomia da classe trabalhadora. Um processo revolucionário começou...

Seus limites, quem sabe?

Como esta viagem é longa, serão necessárias algumas paradas...