domingo, 15 de março de 2015

Pensando sobre o 15 de março

Hoje, no fim da tarde deste 15M, eu e minha namorada tivemos a oportunidade de presenciar um debate. Não destes feitos na tv por figurões muito bem pagos ou por intelectuais da academias ou por velhos ou novos políticos, mas por duas senhoras da classe média que se exercitavam no Parque Olhos D'Água, em Brasília. Uma falando da maravilha de "cidadania" que foi a marcha, onde tudo mundo sabia o que estava ali fazendo unidos contra o "comunismo". Pensei: que desespero. Mas, de repente, a outra senhora começou a defender o Comunismo! Sim, que ele não era tão mal como se pintava; a outra atacava com os velhos chavões da tv contra Cuba e a outra senhorinha com respostas simples defendia sem nenhuma ortodoxia o comunismo: os valores, os princípios, os direitos, a saúde, a educação, coisa que não alcançamos com plenitude nesta sociedade individualista. Não defendia o PT, a Dilma, o Lula, o PCdoB ou o PSOL, mas o Comunismo!
Hoje, infelizmente, não ficou registrado a alegria da luta de junho de 2013 ou a luta cotidiana dos movimentos sociais. Mas registra que é necessário mudanças. Inclusive mudança de postura de quem acredita em um mundo radicalmente melhor! Temos que fazer o debate completo, sem pestanejar!
Mais do que nunca é necessário ir a luta. Claro, parabenizo quem já está na luta. Mas o que digo, é que não vejo resultado ficar atacando o 15M a varejo, ficar criticando esta ou aquela faixa, ou se este ou aquele foram bem aceitos. É necessário rebater no atacado, propostas e confronto de ideia, das grandes ideias. Ponto para eles, burguesia, rede globo, bolsonaros, ganharam esta batalha, mas outras batalhas virão!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Resistir para continuar morando!

A população da Favela Metrô-Mangueira resiste a nefasta ação do Estado brasileiro que quer tirar dela o direito fundamental de Moradia garantido na constituição  (Art. 5º). Em nome do Prefeito Paes do município do RJ, a polícia bombardeia e aponta o revolver contra moradores, senhoras avós, jovens trabalhadores, comerciantes. Tudo em nome da higienização para a Copa do Mundo. Resistir é o que sobra, contra mais um massacre anunciado, como o que ocorreu em Pinheirinhos, Guarulhos-SP.

Higienização é um termo utilizado para ação do Estado contra o setor da classe trabalhadora mais empobrecida, miserável, moradora de rua, para fortalecer a especulação imobiliária e esconder, eliminar ou expulsar pessoas que não são mais desejáveis àquele território. Para realizar a Copa do Mundo, os políticos optam por higienizar famílias inteiras, expulsando as de seus lares, que foram construídos com muito suor e luta.

Resistência é a dura arte de enfrentar a violência e injustiça do Estado, não se trata de um luxo ou teimosia, mas sim a necessidade de garantir o lar desta população. Infelizmente, mais uma vez os gestores do capitalismo do momento (governantes) rasgam a constituição federal (Art. 5º).

Veja aqui, vídeo que demonstra a resistência da população.

sábado, 16 de novembro de 2013

#lutoemnovembro


É necessário denunciar a violência, a perseguição dos agentes do Estado ao cidadão e ao militante que luta por uma outra sociedade. O Estado é marcado pela hegemonia burguesa, ele se desenvolve para ampliar a taxa de lucro das empresas, assim é o neoliberalismo de superávit primário, juros altos, privatizações, leilões e demais concessões e corrupções, assim também é quando os seus agentes agem de forma violenta contra a sociedade que se manifesta contra as injustiças sociais!

No entanto, como o Estado é contraditório, mesmo com a hegemonia da burguesia, também se submete ao resultado da luta de classes, neste sentido, as ruas tem sido um dos caminhos mais fortes para reduzir a violência e a exploração em conquistas de direitos. Conquistas importantes, mas a vitória somente se consolidará com o fim das sociedades de classes!
Não passarão!

http://www.youtube.com/watch?v=uhQLMT-Ex6U

Quilombolas do Vale do Ribeira vivendo a resistência de Zumbi!

No Vale do Ribeira e por todo o Brasil, descendentes e remanescentes de povos de quilombos continuam a sua luta por direitos, alguns já alcançados com muita luta, ou ainda por alcançar no nosso lento Estado de "mal-estar-social", que ainda carrega as marcas dos crimes e das correntes deixadas nos povos sequestrados da África e escravizados por aqui! Temos que comemorar e muito para lutar, axé dia da Consciência Negra!



domingo, 30 de dezembro de 2012

Feliz 2013, um ano novo, um novo mundo!

2012, o mundo não acabou,
apesar das interpretações alheias,
no dia 22 de dezembro,
os filhos do povo maia saíram as ruas
do México, para gritar que aquele mundo
acabará e que de agora em diante estariam
em luta por um novo mundo.
2013, me somo ao povo Maia para a construção
de um novo mundo.
Quero, um ano mais intenso,
vivido a flor da pele, apaixonado,
com o grito saindo do peito, então, calado,
com mais emoção, com mais choro,
seja de tristeza, seja de felicidade!
Neste novo, ano, neste novo mundo,
quero plantar novas sementes de mudanças,
correr atrás dos meus sonhos
e continuar a batalha por uma sociedade justa,
Desejo-lhe um ano de muito amor,
muito amor, principalmente,
ao próximo: aos moradores de rua,
ao nordestino que sofre com a seca,
com a mulher violentada,
com o gay que é humilhado, assassinado,
com os indígenas, quilombolas e sem-terras,
que veem seus direitos sendo trocados
pelo lucro das empreiteiras e do agronegócio.
Desejo lhe um ano orgânico, com menos veneno,
com mais saúde, com alimento da agricultura familiar.
Desejo-lhe um ano solidário,
que conheça cooperativas e empreendimentos solidários,
que frequente menos shoppings e grandes lojas de consumo.
Desejo-lhe, também, um ano de luta,
de revolta com aquilo que nos fazem engolir sem mastigar.
Um ano de felicidade, não alheia,
mas justa, diante das suas necessidades
e das necessidade de nosso povo!

Feliz 2013.


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Reforma Agrária, um bandeira nunca tardia!!

Motivado pelo bom documentário "O Retorno" (trailler abaixo), do veterano cineasta Rodolfo Nanni,  que retorna  ao Nordeste 50 anos depois de junto com Josué de Castro filmar a realidade da região e percebe que as mesmas marcas de injustiça social e de fome continuam presentes, pelas mesmas razões históricas/político/econômico/sociais.


Pensei em pautar nestas ondas, a continua e não tardia necessidade da Reforma Agrária. Uma política efetiva de incorporação do trabalhador agrícola no campo. Apesar das realidades pintadas nas TVs e no mundo virtual, onde se pauta a modernidade dos grandes centros urbanos, muitos homens e mulheres vivem no mundo rural de nosso país. Por sorte, eles se ocupam de produzir os alimentos que hoje comemos nos tais grandes centros. Já não por tanta sorte assim, muitos destes agricultores produzem e vivem sobre condições de extrema precariedade.

(...) Ainda em construção

Ainda quero falar aqui sobre o latifundio estério dos grandes centros, da reforma agrária radical e intensa, com política estruturante, soberania alimentar, Florestan Fernandes, Milton Santos, MST etc.



ao som da primavera, retorno...

Exatos um ano e cinco dias se passaram, desde a minha última passagem por estas terras, novamente, as vésperas de mais uma primavera, inspirados pelo lindo amarelo que rodeiam os ipês desta terra, pelos gritos de basta em português original e, principalmente, pelo tanto que temos ainda que caminhar, para enfim, escrever a história com as nossas próprias mãos (no sentido mais pleno e coletivo conhecido ou imaginado), que retorno, para as palavras, sonhos e quiça inspiração e esperança por dias ainda melhores!

E por que escrever? Ednardo, uma vez cantou "por que cantar", assim deixo para ele esta parte da poesia...