terça-feira, 17 de novembro de 2009

Primeiras fotos no DF

Tá, meio turístico, paga pau e tal, mas sei lá aí vai um primeiro registro fotográfico daqui do Planalto Central: Como são fotos minhas, só apareço em uma (onde esta Wally?)







Aqui são algumas fotos de uma feira que eu Danuta visitamos em Formosa, só para ter idéia do meu trampo, quer dizer uma parte legal do meu trampo!






De novo ao turismo, do concreta ao mato, uma bela cachoeira, também em Formosa. Ah, e estrelando a Dan, heheh!





Aqui, foi a pensão que fiquei depois da caso do Chico e antes de mudar para a casa da Lu!



E não podia faltar! Boteco! Bom Depósito Piauí! Aí meu fígado!!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

II Mostra Luta



Programação Completa


A 2ª Mostra Luta! retorna este ano para reafirmar um dos direitos mais básicos do ser humano: o direito à comunicação. De 21 a 28 de novembro, em Campinas, muitos sem-voz falarão, através de vídeos, sobre sua realidade, sonhos e lutas: a luta dos sem-terra, dos sem-teto, das mulheres, do movimento negro, pelo acesso à arte e cultura, pela diversidade sexual, a luta antimanicomial, contra as opressões e as desigualdades sociais, a luta anti-capitalista. Serão oito dias de exibição de filmes e debates, sendo que este ano também teremos mesas de discussão com convidados e uma exposição fotográfica com a mesma temática da mostra. Venha participar! Esperamos que a população de Campinas não se deixe levar pelo silêncio enorme que nos engole e venha ver, com seus próprios olhos, e discutir, com sua própria boca e cabeça, a realidade que não passa na TV. Ajude-nos a Divulgar!


21/11
sábado
22/11
domingo
23/11
segunda
24/11
terça
16h às 18h30 Mesa de Abertura: O vídeo popular no Brasil Sessão 1 Sessão 9 Mesa: Panorama Fotografia e Cinema de Luta
19h30 Sessão de Abertura: Linha de Montagem (presença do diretor Renato Tapajós)
Vídeos convidados Sessão 2 Sessão 3


25/11
quarta
26/11
quinta
27/11
sexta
28/11
sábado
16h às 18h30 Sessão 3 Mesa: A criminalizacao dos movimentos sociais pela midia e a construção de mídias populares Mesa: A luta pela comunicacao no Brasil Sessão 7
19h30 Sessão 4 Sessão 5 Sessão 6 Sessão 8


SESSÂO DE ABERTURA

Linha de montagem (90 min) - O movimento sindical de São Bernardo do Campo entre 1978 e 81, quando se produziram as maiores greves, desafiando a repressão do final da ditadura militar. Debate com a presença do diretor do filme, Renato Tapajós.

SESSÃO 1

Brad, uma noite a mais nas barricadas – (53 min)
Sementes da luta – (14 min)
A Ilusão viaja de Baú e a liberdade de bike – (11min)
Lágrimas de Ogum – (10 min)
O Processo – (8 min)

SESSÃO 2

Cacunda di Librina (31 min)
As Ruas da Cómedia (30 min)
A Casa dos Mortos (24 min)
51° CONUNE 2009 (10 min)

SESSÃO 3

Estudo de Cena: o Capital e a Religião - (34 min)
Cerrado de Milhares Maravilhas – (30 min)
Maria do Paraguaçu – (26 min)
Paris a neve e o sal – (7,5min)

SESSÃO 4

Expedito em busca de outros nortes (75 min)
A Luta Continua (12 min)
Maria sem graça (7 min)
Grito dos excluídos 2008 no RJ (3 min)

SESSÃO 5

Cinema de Quebrada (47 min)
Narrativas da Sé (20 min)
Solidariedade campo-cidade (12 min)
O Caminho da Música (12 min)

SESSÃO 6

Porque lutamos! Resistência à ditadura militar (55 min)
Mulheres e o Mundo do Trabalho (26 min)
Manifesto contra as monoculturas e o deserto verde (6 min)
Primeiro de maio no RJ (3 min)
Favela Sinistra (3 min)

SESSÃO 7

Nova Orleans, mardi gras e o furacão Katrina (5,4 min)
Tempo de Pedra (51 min)
Se me deixam sonhar… (curta metragem convidado – 40 min)
O Punk Morreu? (18 min)

SESSÃO 8

25 anos do MST (58min)
Periferia Ação (33 min)

SESSÃO 9

Zé Pureza (97 min)

SESSÃO DE CONVIDADOS

Caso Shell: O lucro acima da vida (~ 28 min)
1 de Maio – Campinas (5 min)
Última Fronteira (30 min)
Vídeo do Coletivo Anti-Racismo do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região (35 min)
Acampamento Zumbi dos Palmares (MTST) (11 min)
Ato de luta das mulheres feministas (10 min)

MESA DE ABERTURA

“O vídeo popular no Brasil”
Prof. Luiz Fernando Santoro (USP).

DEBATE

“Panorama Fotografia e Cinema de Luta”
Debatedores: Orestes Toledo e João Zinclar.

MESA REDONDA

“Criminalizacao dos Movimentos Sociais pela Mídia e a construção de Mídias populares”
Entidades convidadas: MST, MTST, TVCOT, Flaskô e Identidade.

MESA REDONDA

“A Luta pela Comunicação no Brasil”
Entidades convidadas: Intervozes, Enecos, Rádio MUDA e Abraço.

Mais Informações: http://mostraluta.org/

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Assassinato e levante em Heliópolis


Mais um assassinato na Periferia de São Paulo levantou a ira da população por sede de justiça!! Meus pesames aos familiares de Ana Cristina e toda força para o povo de Heliópoles. A violência é fruto da morte de inocentes e de tanta injustiça social, política e econômica!

Mais informações!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Solidariedade, luto e luta junto com o MST

Hoje tive a honra de participar do início da Marcha Paulista do MST.

Poderia falar das imagens maravilhosas, da resistência do militante sem terra que encara a luta com total firmeza e amor a sua causa, da participação mesmo que simbólica dos companheiros militantes e apoiadores do movimento, como nós meio tímidos da ITCP/Unicamp.

Mas infelizmente, com muita dor que venho me solidarizar com os familiares de Maria Cícera Neves, 58 anos, militante do Acampamento Rosa Luxemburgo, município de Iaras (280 km da capital).

Nestas horas, palavras não confortam muito, mas quero dizer que o que nos motivar a arriscar as nossas vidas pelas duras caminhadas da luta é entender que precisamos correr estes riscos porque não suportamos viver num mundo tão desigual e opressor. Não marchamos por satisfação ou por prazer, mas por necessidade. Por necessidade de demonstrar para a sociedade que não é mais aceitável a situação de barbárie e miséria que vivemos, onde uma senhora de 58 anos precisa se colocar em movimento, de enfrentar a dura realidade da lona preta e também de se colocar a marchar por longos cinco dias, correndo infelizmente o risco trágico do acidente que levou a sua morte. A reforma agrária não é um discurso, mas uma necessidade concreta de Baixinha, como era conhecida, e também de milhões de brasileiros.

Aos nossos mortos, nem um minuto de silêncio, mas toda uma vida de luta!

Elcio Magalhães

Nota do MST:

Esclarecimento sobre o acidente durante a Marcha de SP

06/08/2009

É com muita tristeza que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra do Estado de São Paulo comunica o falecimento da companheira Maria Cícera Neves, 58 anos. Baixinha, como era conhecida, vivia no Acampamento Rosa Luxemburgo, município de Iaras (280 km da capital).

Ela participava da Marcha Estadual do MST, que saiu hoje de Campinas com destino a São Paulo. Quando a marcha passava pelo quilômetro 79 da Rodovia Anhanguera, um caminhão avançou contra algumas pessoas que caminhavam e acabou atingindo a companheira. Infelizmente, Baixinha não resistiu e faleceu no local.

Não sabemos quais os fatores que causaram o acidente. Mas, o mais importante é saber que a companheira era uma lutadora e permanecerá sempre em nossas mentes e corações. Nada a trará de volta, mas como forma de mantê-la presente em nossa caminhada, a marcha foi batizada como
Marcha Estadual Maria Cícera Neves.

Aos nossos mortos, nem um minuto de silêncio, mas toda uma vida de luta!

Direção Estadual do MST/SP

sexta-feira, 31 de julho de 2009

MST: Agosto é mês de luta!

Aqui em SP o Movimento estará em Marcha, não poderei estar presente a todo momento, mas vou fazer tudo para estar quando passar por Campinas e em SP!

Aí vai um dos hinos das marchas do MST para começar a arripiar!





Estamos nos aproximando de um momento importante de luta da classe trabalhadora, que ocorrerá no mês de agosto, a Mobilização Nacional contra a Crise. Em São Paulo, o MST inicia no dia 5/8 a Marcha Estadual de Campinas a São Paulo, chegando à capital no dia 10/8, onde o Movimento permanecerá mobilizado até o dia 14/8, assim como em outros estados do País.

A seguir, leia o manifesto que anuncia os objetivos e as principais demandas de marcha paulista:


POR QUE MARCHAMOS?

Somos trabalhadores e trabalhadoras rurais organizados no Movimento Sem Terra / Via Campesina, que lutamos pelo direito a um pedaço de terra onde possamos plantar, colher e garantir uma vida digna às nossas famílias.

Oriundos de várias partes do Estado de São Paulo, de diferentes comunidades, assentamentos e acampamentos para dialogar com a sociedade e os poderes constituídos com o objetivo de denunciar a condução das políticas em nosso país, as quais favorecem apenas os ricos que, por meio da apropriação capitalista, aumentam a cada dia mais a exploração e a miséria da classe trabalhadora. É por isso que marchamos:

Marchamos para reafirmar a necessidade da realização da Reforma Agrária como uma política de distribuição de terra, renda e riqueza para milhões de brasileiros que de forma direta ou indireta serão beneficiados. Dizem que São Paulo não tem terra para os SEM TERRA, entretanto, é um dos estados com uma das agroindústrias mais concentradoras a qual convive com os maiores índices de êxodo rural e miséria em suas pequenas e médias cidades do interior, além do terrível cenário atual nas periferias das grandes metrópoles, onde se concentram milhões de pessoas sem alternativa de vida digna. O povo brasileiro precisa recolocar a Reforma Agrária na pauta do país e dizer que somente através dela é que vamos conseguir produzir alimentos de boa qualidade, a baixo custo e empregar milhares de pessoas que foram expulsas do campo pelo Agronegócio.

Marchamos porque somos contra a concentração da propriedade da terra, das florestas, da água e dos minérios, pois, além de causar a destruição da natureza, expulsa os camponeses, os pequenos produtores, os povos indígenas, os ribeirinhos, os quilombolas. Condenamos a política agrícola e ambiental dos sucessivos Governos Tucanos em São Paulo e do Governo Lula, pois só têm beneficiado o agronegócio, seus interesses econômicos e incentivado a destruição ambiental.

Marchamos para reafirmar a necessidade de unificar toda a classe trabalhadora, do campo e da cidade, para juntos consolidar um processo de emancipação pelo qual possamos ter de fato emprego decente, moradia digna, saúde e educação gratuita e de qualidade, alimentos saudáveis para todo povo brasileiro.

Marchamos para denunciar a exploração da classe trabalhadora por seus patrões e fazer com que o nosso apelo seja ouvido e que soluções sejam tomadas: a cada dia aumenta o número de pessoas desempregadas, e agora com a crise dos ricos, sobra para nós, os empobrecidos, pagarmos a conta. Precisamos nos fortalecer enquanto classe trabalhadora para garantir que se cumpram os direitos trabalhistas e previdenciários; a maioria dos empregadores sequer assina a carteira de seus funcionários. É inadmissível e indignante vivermos ainda hoje com a existência de trabalho escravo em nosso país, e assistirmos passivos os aumentos sucessivos de incentivos para aquelas agroindústrias que o promovem.

Marchamos também para repudiar a crescente criminalização da luta social e da pobreza em todo o país. Não é possível admitir que num país dito democrático, cada vez mais seja considerado crime o exercício legítimo de organização política e reivindicação de nossos direitos assegurados formalmente até pela Constituição Federal. Muito menos admitir que pessoas, sobretudo jovens e negros das periferias urbanas, sejam a cada dia mais consideradas “suspeitas” simplesmente por viver na pobreza ou na miséria material, tornando-se vítimas prioritárias das políticas de criminalização, encarceramento e execuções sumárias em massa que se tornaram uma prática comum do Estado brasileiro nos últimos anos.

Marchamos, finalmente, para refletir e debater também sobre a forma com que o meio ambiente está sendo tratado. O nosso país ainda tem o privilégio de possuir riquíssimos biomas: como a Floresta Amazônica, a Mata Atlântica, o Cerrado, o Pantanal etc, porém, infelizmente a cada dia que passa, mais ameaçados estão nossas matas, florestas, rios, animais, clima e seres humanos… devido à busca desenfreada dos capitalistas pelo lucro. É preciso frear a ganância dos poderosos que, para seguir aumentando seus lucros, passam por cima de tudo e de todos. Nos dias de hoje já vivenciamos vários problemas de ordem climática que é resultado desta ganância dos ricos.

O povo não pode pagar a conta. Que os ricos paguem a conta da crise!

CRESCEMOS SOMENTE NA OUSADIA!
(Mário Benedetti)

Agosto é mês de luta!


Não às demissões!
Pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários!
Em defesa dos direitos sociais!


O Brasil vai às ruas no dia 14 de agosto. Os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade unidos contra a crise e as demissões, por emprego e melhores salários, pela manutenção dos direitos e pela sua ampliação, pela redução das taxas de juros, na luta pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários, pela reforma agrária e urbana e em defesa dos investimentos em políticas sociais.

A crise da especulação e dos monopólios estourou no centro do sistema capitalista mundial, os Estados Unidos da América, e atinge todas as economias.

Lá fora - e também no Brasil -, trilhões de dólares estão sendo torrados para cobrir o rombo nas multinacionais, em um poço sem fim. Mesmo assim, o desemprego se alastra, podendo atingir mais de 50 milhões de trabalhadores.

No Brasil, a ação nefasta e oportunista das multinacionais do setor automotivo e de empresas como a Vale do Rio Doce, CSN e Embraer, levou à demissão centenas de milhares de trabalhadores e trabalhadoras.

O Governo Federal, que injetou bilhões de reais na economia para salvar os bancos, as montadoras e as empresas de eletrodomésticos (linha branca), tem a obrigação de exigir a garantia de emprego para a classe trabalhadora como contrapartida à ajuda concedida.

O povo não é o culpado pela crise. Ela é resultado de um sistema que entra em crise periodicamente e transforma o planeta em uma imensa ciranda financeira, com regras ditadas pelo mercado. Diante do fracasso desta lógica excludente, querem que a Classe Trabalhadora pague pela crise.

A precarização, o arrocho salarial e o desemprego prejudicam os mais pobres. Nas favelas e periferias. É preciso cortar drasticamente os juros, reduzir a jornada de trabalho sem reduzir salários, acelerar a reforma agrária e urbana, ampliar as políticas em habitação, saneamento, educação e saúde, e medidas concretas dos governos para impedir as demissões, garantir o emprego e a renda dos trabalhadores.

Com este espírito de unidade e luta, vamos realizar, em todo o país, grandes mobilizações.

NÃO ÀS DEMISSÕES! PELA RATIFICAÇÃO DAS CONVENÇÕES 151 E 158 DA OIT!* REDUÇÃO DOS JUROS! FIM DO SUPERÁVIT PRIMÁRIO! REDUÇÃO DA JORNADA SEM REDUÇÃO DE SALÁRIOS E DIREITOS! REFORMA AGRÁRIA E URBANA, JÁ! FIM DO FATOR PREVIDENCIÁRIO! EM DEFESA DA PETROBRÁS E DAS RIQUEZAS DO PRÉ-SAL! POR SAÚDE, EDUCAÇÃO E MORADIA! POR UMA LEGISLAÇÃO QUE PROÍBA AS DEMISSÕES EM MASSA! PELA CONTINUIDADE DA VALORIZAÇÃO DO SALÁRIO-MÍNIMO E PELA SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL AOS POVOS!***

Organizadores:

CGTB, CTB, CUT, FORÇA SINDICAL, NCST, UGT, INTERSINDICAL, ASSEMBLÉIA POPULAR, CEBRAPAZ, CMB, CMP, CMS, CONAM, FDIM, MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES, MST, MTL, MTST, MTD, OCLAE, UBES, UBM, UNE, UNEGRO/CONEN, VIA CAMPESINA, CNTE, CIRCULO PALMARINO.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Declaração Final do II Encontro Latino-Americano de Fábricas Recuperadas por Trabalhadores

Texto integral da declaração aprovada no histórico encontro celebrado

em Caracas, Venezuela, no fim de Junho de 2009.

A crise do capitalismo mundial revela que o sistema capitalista transformou-se em um obstáculo para o desenvolvimento da humanidade. Nesta crise os mais prejudicados são os trabalhadores e os pobres de todo o mundo. Cortes salariais, corte dos direitos sociais, queda do emprego e fechamento de fábricas, esta é a alternativa que os capitalistas têm a nos oferecer. Ao mesmo tempo destinam bilhões de dólares para salvar o sistema financeiro mundial da bancarrota; milhões de trabalhadores estão sendo demitidos em todo o mundo.

Frente a isso é necessária, mais do que nunca, a organização dos trabalhadores a fim de responder a esses ataques e defender o emprego e o parque industrial de todos os países do continente. Em todo o mundo vemos que existe um movimento de luta por parte da classe trabalhadora, greves, marchas. A crise está sacudindo a consciência de milhões de trabalhadores em todo o mundo. Frente aos fechamentos de fábricas, nós, os trabalhadores, devemos responder com a ocupação das empresas e colocá-las em produção sob nosso controle e em benefício da coletividade. Somente deste modo poderemos defender nossos direitos e garantir um futuro digno para nossas famílias. Como já assinalou o Presidente Chávez em 2005 “fábrica fechada, fábrica tomada por seus trabalhadores”.

Na América Latina já estamos preparados para enfrentar esta crise. Temos toda a experiência acumulada desde o I Encontro, em outubro de 2005, que nos permitiu continuar a luta. Agora o mais importante é que a experiência da luta se generalize e se estenda a novos setores da classe trabalhadora em toda a América Latina que se virão obrigados a ocupar suas empresas para defender seus postos de trabalho.

A revolução venezuelana é um exemplo para os trabalhadores e oprimidos de todo o continente. Deve também servir como farol e guia no tocante à defesa do emprego frente aos fechamentos patronais e às garantias dos direitos dos trabalhadores frente aos abusos patronais. Desde 2005, empresas importantes como Sidor, outras empresas de Ciudad Guayana e o banco da Venezuela foram nacionalizadas. Isso representa um passo adiante na luta pela melhoria das condições de vida dos trabalhadores. Outras, onde os trabalhadores exigiram a estatização, continuam com problemas ou estão paralisadas pela sabotagem burocrática. É necessária uma solução imediata aos trabalhadores destas empresas pelo governo venezuelano. Somente a classe trabalhadora venezuelana pode verdadeiramente impulsionar a economia do país, nem os capitalistas nem a burocracia herdada da IV República poderão fazê-lo. O controle operário da produção é a base para a construção do socialismo na Venezuela e em todo o continente latino-americano.

Os trabalhadores da América Latina não têm que dobrar-se ante a recessão, sob o argumento da crise. Os capitalistas e os governos nos quais este sistema se sustenta são os culpados pela crise. Eles nos empurram a lutar para defendermo-nos e a ocupar as empresas. A tomada e a ocupação de empresas é apenas o início do processo pelo qual a classe trabalhadora tomará sob seu controle os bancos, a terra e as grandes indústrias, pondo-as a produzir sob seu controle democrático em aliança com os camponeses e os pobres de todo o continente.

Este II Encontro Latino-Americano de Fábricas Recuperadas também reforça que as fábricas recuperadas não podem existir isoladas em meio a uma economia capitalista. Ou a luta pela tomada e ocupação de fábricas se estende para todo o país e para o continente e ao restante da classe trabalhadora, ou estará condenada a sucumbir fruto da pressão da concorrência ou da sabotagem estatal e capitalista. Por isso a palavra de ordem “fábrica fechada, fábrica ocupada” deve disseminar-se e ser levada à prática para que possamos sobreviver com o propósito final de que todo o aparato produtivo esteja sob controle da classe trabalhadora aliada com os pobres do país.

Este II Encontro Latino-Americano de Fábricas Recuperadas por Trabalhadores faz um apelo a todos os movimentos progressistas do mundo a apoiar nossa luta por um futuro decente para as famílias trabalhadoras e para a juventude de nosso continente. Somente os trabalhadores estão interessados em desenvolver a indústria nacional frente ao parasitismo dos empresários e à política das multinacionais.

Este II Encontro Latino Americano de Fábricas Recuperadas faz um chamado a todos os trabalhadores do continente e do mundo a seguir nosso caminho e unir-se a esta luta. A crise capitalista em um contexto de desemprego e falta de trabalho colocará às claras os limites da greve como método de luta. A própria experiência dos trabalhadores lhes fará ver que devem pressionar ainda mais os patrões. A situação que eles criam nos obriga a ir à greve, mas estas lutas só podem ser vitoriosas se lhes arrebatamos o controle da empresa. Esta crise conduzirá a esta conclusão primeiro milhares e logo depois milhões.

Companheiros, o futuro pertence à classe trabalhadora. Estamos no início de nosso movimento, agora somos milhares, amanhã seremos milhões. Adiante na luta, viva os trabalhadores das fábricas recuperadas!

Caracas, 28 de Junho de 2009.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

As noites mais frias do ano...

Enquanto a mídia evoca neste momento um desespero contra a tal Gripe Suína, que óbvio deve ser evitada, vale uma reflexão porque outros motivos de mortes mais frequentes que não são tratadas com tanta veemência, como por exemplo: a tuberculose, a esquecida Aids, a malária, a fome, o frio...

Me lembro que no ano passado, quando ainda militava no Mandato da Vereadora Marcela Moreira daqui de Campinas, soube que numa daquelas badaladas noites mais frias do ano, somente no Jardim Lisa 2, que eu acompanhava pelo mandato, duas mulheres morreram por conta do frio: uma pela idade e outra uma jovem por pneumonia. O preseidente do bairro levantava fundos para o enterro da menina, porque a família não tinha condições de bancar sozinha. Isto apenas em um bairro, agora quantas favelas têm Campinas, quantas têm São Paulo, quantas têm no Brasil? Sem falar dos moradores de rua, que nestas horas sonhariam em morar em uma favela.

Na real, estas mortes como também todas aquelas mortes de jovens filhos da periferia são ignoradas. Invisíveis para a grande mídia e para os governantes. Invisíveis porque não são factuais, não são epidêmicas e, na verdade, elas são mero resultado da miséria provocada pela desigualdade social de nosso país. Assim, as campanhas dos agasalhos não são suficientes para aquecer de fato estas pessoas!

Mudanças estruturais são a órdem do dia, saúde e moradia de qualidade deveriam ser direitos básicos para qualquer cidadão, qualquer ser humano. Aceitar isto, é aceitar a miséria dos nossos Campos de Concentração. Não dá para aceitar. Grite! Se movimente...